| |
|
|---|---|
![]() |
haverão 2 pontos de contato. $O$ e $O'$. Nesse momento, pelo menos as seguintes forças atuam na roda, peso $(\vec{P})$, força aplicada $(\vec{F})$ (horizontal e aplicada no CM por simplicidade), normal em $O\;(\vec{N})$, normal em $O'\;(\vec{N}')$, forças de atrito em $O$ e $O'$. . O pivot deste movimento rotacional será o ponto $O$. Neste ponto haverá sobrecarga e na eminencia de girar (subir o meio fio), as forças em $O'$ vão a zero e as forças em $O$ serão máximas. Isso auxilia a não haver deslizamento. Sem deslizamento temos um problema de estática de corpo extenso. E as forças em $O$ apesar importante, não relizam TORQUE. Apenas as forças que realizam toque estão na ilustração. |
Como estamos lidando com um problema de estática de corpo rídigo. Na iminencia de girar, a roda tem 2 forças causadoras de torque. Devemos calcular a soma dos torques, e o torque resultante será zero.
$$\sum_{i=0}^{2}\vec{\tau}_i=\vec{\tau}_1+\vec{\tau}_2=0\Rightarrow \vec{\tau}_2=-\vec{\tau}_1\quad(1)$$Cada força, tenta fazer a roda girar para um dos lados. Peso promove um torque que tenta girar para anti-horário (sentido positivo na minha convenção) e Força faz o mesmo para o sentido horário.
Essa convenção de sinal para o torque coincide com a regra da mão direita. E eu farei a conta usando essa regra.
Pela ilustração podemos modelar os vetores.
Pela ilustração podemos modelar os vetores.
O produto é distribuitivo com a soma, então um termo $(\hat{x}\times\hat{y})=\hat{z}$ pela regra da mão direita e outro $(\hat{y}\times\hat{y})=0$, então
$$\vec{\tau}_1=mg\;X\;\hat{z}$$Obteremos
$$-F\;Y\;\hat{z}=-mg\;X\;\hat{z}\Rightarrow F\;Y=mg\;X$$Logo,
$$F=mg\;\frac{X}{Y}\quad(2)$$Falta entender melhor quem são esses comprimentos.
Encontrado o valor de X e Y

Substituindo $(3)$ e $(4)$ em $(2)$
Resposta:
O módulo da força horizontal mínima aplicada no centro da roda será,
$F=m\;g\;\frac{\sqrt{2\;\frac{R}{d}-1}}{\frac{R}{d}-1}$
Quando você lê os manuais de cadeiras e cartilhas de cadeirantes que o cadeirante é instruído a se inclinar para frente para transpor obstaclos como meio-fios e degraus. Isso reus um pouco a carga do cadeirante na roda traseira. Vamos supor que ao fazer essa projeção a carga seja reduzida em 25%. Então um cadeirante+cadeira (elétrica) de de 200kg, 75% disso, significa que a massa efetiva que causa torque será de 150kg. Essa massa é distribuida para as 2 rodas. Então cada roda será responsável por mover 75kg.
# Dados
m=75 #Massa efetiva do conjunto em kg
d=5 # altura de um desnível para rampa de acesso, unidade cm.
R=18 # Roda de 14 polegadas, dá ~35.5cm diâmetro. Unidade em cm.
g= 10 #unidade, m/s²
F=m*g*np.sqrt((2*R/d)-1)/((R/d)-1) # Fazendo R/d podemos evitar a transformação de unidades.
print
print('Resposta:')
print('Uma cadeira elétrica típica deve aplicar uma força de', np.round(F,2),'N, em cada roda para transpor ressalto de 5cm.')
Resposta: Uma cadeira elétrica típica deve aplicar uma força de 718.26 N, em cada roda para transpor ressalto de 5cm.
# Dados
d=15 # Meio fio padrão de rua.
F=m*g*np.sqrt((2*R/d)-1)/((R/d)-1) # Fazendo R/d podemos evitar a transformação de unidades.
print
print('Resposta:')
print('Uma cadeira elétrica típica deve aplicar uma força de', np.round(F,2),'N, em cada roda para transpor um meio fio de 15cm.')
print('Subir um meio fio de 15cm com uma cadeira com 18cm de roda é realmente uma tarefa muito difícil')
Resposta: Uma cadeira elétrica típica deve aplicar uma força de 4437.06 N, em cada roda para transpor um meio fio de 15cm. Subir um meio fio de 15cm com uma cadeira com 18cm de roda é realmente uma tarefa muito difícil
Adequando o modelo para uma cadeira de rodas manual
| |
|
|---|---|
![]() |
|


Até aqui a polia não possuia massa, atrito ou escorregamento.
Vamos tratar aqui de uma polia com massa, essa polia tem uma inércia rotacional. Mas ela ainda tem o eixo bem lubrificado (sem atrito) e a corda não escorrega da polia ( casamento em posição/velocidade/aceleração linear e angular da polia e corda na polia).
| |
|
|---|---|
![]() |
Essa polia terá um momento de Inércia $I$ e seu movimento consome energia do sistema. O sistema é um transporte de massa, $m_1>m_2$ usando uma corda presa a polia. Vamos encontrar a aceleração dos blocos; |
Para $m_1$:
Para um sistema de coordenadas padrão, x horizontal, y vertical, com primeiro quadrante positivo. Todo o movimento de $m_1$ ocorre no eixo y.
$$T_1\hat{y}-m_1\;g\hat{y}=-m_1\;a_1\hat{y} $$Portanto vale,
$$T_1-m_1\;g=-m_1\;a_1$$Temos uma corda ideal, que não se estica, então toda mudançade posição, velocidade e aceleração entre $m_1$ e $m_2$ tem o mesmo módulo, apesar de ter direções opostas (se um sobe o outro desce). Portanto, $a_1=a_2$. Rearranjando as equações anteriores, encontramos as seguintes equações compondo um sistema.
Sistema 2 equações 3 incógnitas:
\begin{cases} T_1+m_1\;a=m_1\;g \\ T_2-m_2\;a=m_2\;g \end{cases}O giro da polia nos entrega a terceira equação usando a Segunda Lei de Newton para Rotações.
Para nosso sistema de coordenadas, o sentido de giro anti horário é positivo. Então
Como a polia não escorrega, $\alpha=\frac{a}{r}$. E as tensões são forças tangentes a polia (ou seja perpendicular ao raio). Nessa condições, a equação anteior se torna,
Agora temos um sistema linear completo, de 3 equações com 3 incógnitas.
Existem algumas formas de resolver esse sistema. Mas para encontrar o valor de a, basta (3)+(2)-(1)
Resposta: A o módulo da aceleração dos blocos será
$$a=\frac{m_1-m_2}{m_1+m_2+\frac{I}{r^2}}\;g\quad(4)$$Notem:
| |
|
|---|---|
![]() |
Quando os freios são liberados os objetos se movimentam. A polia é dotada de momento de inércia igual a $I=M\;R^2$, onde $M$ é a massa da polia e $R$ o raio da polia. A corda é ideal.A diferença $x_1-x_2=D$ e $m_2>m_1$. Encontre a rapidez dos objetos quando eles estão, momentaneamente, à mesma altura. Resposta: $m_2$ desce e $m_1$ sobe ambos com rapidez $v=\sqrt{g\;D\frac{m_2-m_1}{m_1+m_2+M}}$ |
Ao puxar um balde com água em um poço com auxílio de uma polia e uma corda. Você puxa mais do que deveria e tromba o balde com a polia. Com esse susto, infelizmente sua mão escorrega e você demora alguns segundos para pegar a corda novamente. O bande desce de uma altura $d$ antes que você consiga tomar o controle dele novamente.

| |
|
|---|---|
![]() |
A polia tem massa $m_r$, raio $R$ e momento de inércia $I_r$. O balde cheio tem massa $m_b$. Encontre a velocidade do balde imediatamente antes de você tomar o controle novamente? |
O que temos:
O que sabemos:
Desejamos:
Solução:
O problema relaciona um desnível com a velocidade no final do desnível. Parece uma boa ideia usar o Princípio da Conservação da Energia.
O sistema é composto Balde, Corda e Polia.
Vamos descrever o instante inicial:
Vamos descrever o instante inicial:
Podemos estabelecer a referência da energia potêncial ZERO na altura do centro da polia. Então no instante inicial, todos os componentes do sistema estarão na referência. Inclusive a polia nunca sai dessa referência. $U_i=0$.
Assim para esse sistema, com essa referência.
$$E_i=E_f=0\quad(1)$$Vamos descrever o instante final:
As relações de igualdade são possíveis pois a corda não se estica e a polia não desliza. A quantidade $m_{cm}$ é a parte da corda que desenrolou da polia.
A energia cinética no final será: $$K_f=\frac{1}{2}\;v^2\;(m_b+m_{cm}+\frac{I_r}{R^2})\quad(2)$$
A energia potencial(gravitacional) no final será: $$U_f=-g\;d\;(m_b+\frac{m_{cm}}{2})\quad(3)$$
Somando as equações (3) e (4), encontramos a energia mecânica no instante final e ela será igual a ZERO pela equação (1).
$$E_f=K_f+U_f=\frac{1}{2}\;v^2\;(m_b+m_{cm}+\frac{I_r}{R^2})-g\;d\;(m_b+\frac{m_{cm}}{2})=0$$Reorganizando se obtem
$$v^2=\frac{g\;d\;(2\;m_b+m_{cm})}{(m_b+m_{cm}+\frac{I_r}{R^2})}$$A massa da corda que saiu da polia pode ser obtida usando a densidade $\lambda$ e o comprimento $d$, e terá valor $m_{cm}=\frac{d}{L}m_c$
Substituindo chegamos a resposta.
Resposta: A velocidade do balde será:
$$v=\sqrt{\frac{g\;d\;(2\;m_b\;+m_{c}\;\frac{d}{L})}{(m_b+m_{c}\;\frac{d}{L}+\frac{I_r}{R^2})}}$$Notem que: A partir da resposta completa podemos encontrar as soluções mais simples.
| |
|
|
|
|---|---|---|---|
| $$I_r=0$$ | $$m_c=0$$ | |
|
| $$v=\sqrt{\frac{g\;d\;(2\;m_b\;+m_{c}\;\frac{d}{L})}{(m_b+m_{c}\;\frac{d}{L}+\frac{I_r}{R^2})}}$$ | $$v'=\sqrt{\frac{g\;d\;(2\;m_b\;+m_{c}\;\frac{d}{L})}{(m_b+m_{c}\;\frac{d}{L})}}$$ | $$v''=\sqrt{\frac{2\;g\;d}{(1+\frac{I_r}{m_b\;R^2})}}$$ | $$v'''=\sqrt{2\;g\;d}$$ |
Calcule o erro absoluto e o erro relativo comedito entre a resposta completa $(v)$ e cada uma das aproximações $(v',v'',v''')$.
Dados numéricos:
Na próxima semana, avaliação A4 - Estática(de corpo extenso), Cinemática e Dinâmica Rotacional.